diálogo com o poema abaixo: História Ana Martins Marques

Neste instante 

Tenho a eternidade nos 

veios,

sulcos de assombro

e verbo

a efemeridade do horizonte 

perdida na onda 

de chegadas e partidas

meus dentes 

são molduras 

de séculos em silêncio

o tapete esvoaçante 

de meus pensamentos

tingi em aquarela milenar

na porta bate o momento 

de limpar os olhos 

e velar o corpo.

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Oficina 365 poemas de @mellrenault

Palavra azeitada

@focomfo

O fluxo da palavra versada

envolve tinta, 

café e tempo.  

o fluxo do verso comprimido 

desce pelo fio 

de azeite  

O fluxo do acento agudo, 

muda o rumo do olhar  

imagem de olhos 

triturados 

 do andar de sonhos

carregados

ístmo de movimento 

em busca de ar.

Diálogo – Ana Cristina Cesar, em “A teus pés”. São Paulo: Brasiliense, 1982.

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