Oficina 365 Poemas de @mellrenault / Blackout/ Livro: Quase não escrevo deJúlia Paixão / Poema Quase não escrevo de Ana Martins Marques . Quase sem motivoacabamos de lançarem órbitavocêno meio dosilêncio.

Tarde de domingo

Tarde de domingo As mocinhas com seus vestidos curtos, de costas à mostratatuagens sem tinteiroOnde está o meu dinheiro? Suas mães com as saias compridas, terço em mãos e joelhos dobrados, vão a missa, missão cumpridaSalvação por suas vidas As mocinhas e as mães circulam pela praça, por aventuras,solidez, promessas e curasMe salvem dessas agrurasContinuar lendo “Tarde de domingo”

Marei

Me leva, sua voz é ímpetobafejo a derramar claridadebanha a sequidão do olhar e inunda o amanhecer Toma-me no impulsofrescor do cantar emtríades abertas, melodia de notas de águas claras Agua-me no deleite fértilde suas profundezasdedilhar de ressonâncias abissais sou lira a vibrarseu encanto harmoniosotoada sublime e cintilanteminha voz. Elaine Perez

Fêmea

Oficina Poesia Longa de Mell Renault Fêmea Reina coração ardentecontornando órbitascalor incandescenteda serpente prenhade criação infinito ponto a girarrodeara força sedutorada deusasedento animala lambuzarde salivaos mistérios nudez da auroragerminadorade farta provisãosementes de frutosmulticoloridosdoídos gozosgustativosativosvivos. nudez da auroramulticoloridosvivos Elaine Perez

Adeus, Dionísio

Oficina Poesia Longa de Mell Renault Adeus, Dionísio É bom que termine assim,DionísioÉbrio do meu líquidoavermelhadoNocauteado peloestorninho-malhado pássaro queao sentir meu cheirodeixou o bandoe de toque em toquerompeu a cascaderramou sua seivame tomou por inteirame fertilizou Calou seu canto,DionísioMisturou porções ete envenenouAgora é dono da sua artedo seu feitiçodo meu corpodos meus humores Eu Ariana,meContinuar lendo “Adeus, Dionísio”

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